Pheha – segunda edição (clique para baixar)
E por falar em trash…

Gente, precisa ser conferida essa websérie brasileira de ficção científica. Ela se chama 2012 Onda Zero. A história fala sobre um rapaz super bonzinho, legal, namorado dedicado que de repente se vê em meio a acontecimentos bizarros. As visões de um mundo destruído se somam ao seu estado paranóico. Logo ele se afasta de todos e sua vida se torna um pesadelo. Dois spots e o primeiro episódio, de sete minutos, já podem ser encontrados no site.
Parece ser super legal, não é? Pois é, acho a iniciativa o máximo. Ficção científica infelizmente não é um tema muito explorado por aqui, então fico mais do que feliz por ver um rapaz correndo desesperado num cenário urbano fugindo de qualquer coisa que não seja um grupo de homens armados. Entre os pontos positivos está a abertura: amei totalmente! A música é boa e os efeitos são bastante satisfatórios. No episódio 1 gostei da iluminação e dos movimentos da câmera, mas os atores não parecem muito confortáveis com o texto ainda. Digo ainda porque como melhorou dos spots para o primeiro episódio, acredito que melhore nos próximos também. As falas acabam saindo pouco naturais e com aquele ar meio brega de Malhação. O sustinho também foi meio fraco até pra mim (e eu me assusto com qualquer coisa) e tinha uma caveira feiosa e sem graça. Os seres que perseguem ele no mundo destruído são pouco convincentes e o efeito da viagem pra esse mundo é super brega. Pelo menos no episódio propriamente dito não dá tanta vontade de rir quanto no spots, então ainda tenho esperanças.
Bom, acredito que esse arzinho trash seja normal ao abordar um gênero com o qual não estamos acostumados. Se vou acompanhar? Com certeza! Das duas uma: ou a série acerta o ponto e fica foda ou a canastrice da mocinha vai render boas risadas.
Como participar

Hamilton jr: e quando eu vou ter meu nome escrito na revista?
julio de castro: quando mandar um artigo, servir-nos bebida ou fizer favores sexuais pro murilo.
Hamilton jr: pode ser pra vc não? é que conecço a mais tempo…
julio de castro: cara, vc foi muito vacilão agora, sério. merece que eu poste esse trecho da conversa lá no blog da pheha.
Hamilton jr: ???? tem certeza, isso vai pegar mal para minha imagem…
julio de castro: aushauhsuahsuahsuahsuahsua claro que vai.
Hamilton jr: e se for colocar, pelo menos, coserta os erros de portugues! conserta!
julio de castro: isso também entra. aushaushuahsuahsuahsua
Hamilton jr: que absurdo!!! mudando de assunto rapidinho… sabe como faço da central para o humaitá?
julio de castro: só pegar o 179
Se você, assim como nosso grande amigo Hamilton Jr, está louco para ter seu material (artigo, resenha, nota, conto, release, quadrinho, foto, entre muitos outros) publicado pela PHEHA, envie-o para revista.pheha@gmail.com, onde analisá-los-emos. Favores sexuais também são bem-vindos.
Ereções 2010
A Revista Casa de Ferreiro, sempre uma publicação vanguardista, se antecipa 14 meses e lança sua campanha eleitoral para 2010.

porque chamar nossos representantes de bando de porra mal-aproveitada seria muito baixo-nível.
Pheha – primeira edição – Clique e baixe!
Feira Faça Você Mesmo

Então gente, amanhã vai rolar essa feirinha maneira lá no Odisséia maaaaaaas adivinha! É dia dos pais! Então não sei se vai rolar pra mim. Acontece.
Fiquei sabendo dela por um e-mail da Ana Recalde, lá do Quarto Mundo, e fiquei super a fim de ir pra dar uma conferida na recém lançada Patre Primordium, que é roteirizada por ela, e nas outras revisténhas do coletivo que estarão por lá. E qual não é a minha surpresa ao descobrir que hoje, no susto, o Murilo fez um zine nosso para distribuir lá! Tem a Adversidades e um textinho de cada um dos ferreiros retirado aqui do blog, tudo naquele melhor estilo xerocado, um loosho! Entonces, órfãos de plantão, não deixem de pasar na feirinha e pegar nosso zine para dar uma lida, forrar a gaiola do seu passarinho ou limpar a bunda.
umbeijomeliga
Arquivo Atchim
Este é para quem é chegado numa teoria conspiratória
Há muito tempo que a engenharia genética humana já possui poder de fogo o suficiente para este tipo de brincadeira. A questão é desde quando isto vem sendo feito, pois ao estabelecer um comparativo entre o surgimento de epidemias e o panorama político-econômico mundial, econtraremos coincidências bastante interessantes, como o surto de Gripe Aviária após o 11 de setembro, e para não voar baixo, a AIDS na Reta Final da Guerra Fria.
Teatrinho de sombras du caralho…
podcast 1
Para ouvir nosso podcast, clique aqui.
Podcast de Ferreiro
Adversidades

Razões pra largar a UFRJ
Depois não entendem pq raios eu larguei a UFRJ. Entrei na Folha Dirigida pra ver um concurso que a renomada instituição de ensino faria. Para minha surpresa, ao ver o cargo pretendido, encontro um erro grotesco de português.

Isso mesmo. Não é mais LAZER. É LASER mesmo.
Bem, se você não acredita, veja o PDF.
Um belo dia resolvi mudar
Um dia ele acordou e disse: Quer saber, cansei. Seguiu seu rumo oposto e foi tentar a sorte. Ou o azar. O que ele queria era sair daquela vida entra-às-nove-almoça-meio-dia-volta-uma-da-tarde-e-sai-dali-só-às-seis-da-noite. Estava entediado e precisava mudar. Tornou-se intolerante ao cinza do céu, ao preto da xícara e ao branco das paredes. O mais colorido do seu dia era a Dona Luciana, que sempre aparecia com uns balangandãs estranhos e luminosos.
Lavou o rosto, pegou sua melhor roupa, um violão nas costas e foi se unir aos loucos. Caminhava pelo centro da cidade, tomando sol nas temporas e cantando as músicas que seu iPod, que custou muito dinheiro, berrava no caminho do metrô. Ele parecia feliz. Botou o chapéu no chão, tocou violão, se divertiu com os transeuntes. Duas horas se passaram e ele tinha uns bons trocados. Resolveu que era hora de ir a praia. Sentou ali mesmo na areia, entrou no mar de roupa e tudo, chutou castelinho de areia, filou um cigarro de alguns surfistas, se jogou na areia novamente e fitou o mar. Conferiu no bolso, ensopado, seu dinheiro salgado dava pra comprar um cartão telefonico. A essa altura, seu violão já tinha sido levado por um mendigo, mas ele não se importava.
Pegou o tal cartão, ligou pra um número qualquer. Só pra passar um trote e rir. Só pra lembrar de quando era criança e sua maior preocupação era se a Mariana estava afim dele. Por sinal, cadê o telefone da Mariana? Lembrou de sopetão e ligou. Ela atendeu, ele se identificou. Não sei se era pela energia do momento, mas Mariana disse que também estava ali em Ipanema e seria uma boa eles tomarem um chopp, assistirem um filminho. Conversa fiada! Ela queria mesmo, magicamente, se entregar ao nosso amigo. E ele foi. Lambuzou-se. Como há muito não fazia. Fez coisas que deixariam qualquer moça fácil ruborizada.
O sol estava se pondo. E ele ainda tinha pique. Decidiu que não ia repetir a dose. Era momento de ir pra esbórnia. Bebeu todas. Abraçou os catadores de latinha, dançou no meio da rua. Parecia uma criança, só que com mais pêlos. Até se aventurou em cantar umas menininhas, e obteve sucesso em meia dúzia de casos. Entrou em clubes gays, só pra ver qual era e até curtiu. Mas seu negócio era resumir tudo que sempre quis agora. O dia estava amanhecendo. Era hora de dormir. Viu o melhor banquinho, na pior pracinha, e lá foi seu hotel. Dormiu até um policial bonachão cutucá-lo. Acordou, viu que o dia estava bonito, e repetiu. Viveu intensamente. No fim do dia, pegou um ônibus e foi pra sua casa. Tomou um bom banho de espuma. Tomou um vinho. Deitou-se em sua cama, eterna companheira. Repousou.
Bip-bip-bip-bip.
São oito da manhã. Segunda-feira está aí, rapaz! Acabou o fim de semana. É hora de levantar e ir trabalhar. Como sempre… Essa vida sem tédio é muito entedidante. A liberdade massacra demais.
Helena agarrou o rádio-relógio, cega pelos tímidos e acinzentados raios de sol que invadiam seu quarto através da persiana empoeirada. 7:22h. Limpou o suor com uma toalha, tateou na escuridão em busca do desodorante aerosol, que chiou áspero enquanto espremido avidamente em torno de todo o corpo. “Como as francesas”, pensou enquanto claudicava pelo quarto para enfiar o jeans surrado e o tênis imundo. Checou os seios, sorriu de leve. Vestiu a blusa de frio, sentindo em sua barriga o sopro gelado que se infiltrava pela fresta da janela. Antes de disparar em direção à rua, voltou os olhos para sua cama. O homem ainda a fitava com seus olhos sem vida, vidrados no rosto incompleto.
Podia-se ouvir da portaria os passos apressados descendo a escada de incêndio quando Helena irrompeu, suor frio a castigar-lhe a face enquanto atravessava a rua sem tempo para notar o vendedor de bala que em vão tentava faturar alguns trocados. Sentia que todos do ônibus a encaravam, sacou do fone de ouvido e acendeu um cigarro enquanto a trocadora a olhava feio. Ligou o mp3 e esqueceu-se do mundo por meia hora.
Esmagada subitamente por um all-star furado, a poça explodiu em milhares de gotas d’água quando Helena desceu em seu ponto sob a insistente chuva . Para o inferno com o guarda-chuva que ficara em casa, provavelmente sob a cama ou atrás da porta, ela atravessaria o pátio da universidade correndo mesmo. Torcia os cabelos quando chegou ao ateliê, e percebeu que boa parte da turma já se encontrava presente. Olhares impacientes a acompanharam quando cruzou a sala para deixar suas coisas a um canto. Pediu dois minutos para ir ao banheiro, e lá trocou-se rapidamente, provando com as solas dos pés descalços líquidos de diversas procedências. Cumprimentou o professor com um aceno de cabeça ao subir no pódio branco de alvenaria. Com um insípido suspiro, deixou cair a canga vermelha com floreios azuis que separava a visão dos estudantes de sua nudez. Cinco minutos.




